NÃO DESISTA



Estudando a lição 11 da CPAD para a EBD, deparei-me com este fragmento de texto, no final da conclusão da lição, ou seja, nos finalmentes do frigir dos ovos (risos): “vai-te em paz e não peques mais”, de João 8.11. Quero deter-me unicamente nessa pequena frase que requer complemento: Vai-te. E vou completá-la para você.

Sabe o que me chamou atenção nisso, nesse versículo aparentemente desprezado no meio de tantas coisas que ouvimos hoje em dia? É que encerram-se, nessa antiga frase de poucas palavras, valiosas lições para as pessoas de hoje, quais sejam:

1. Vai-te significa, em primeiro lugar, deixe seu passado para trás.

Você já parou para pensar na situação daquela mulher, e o estigma que ela iria carregar dali por diante? O de uma mulher adúltera, em meio a uma sociedade permeada pela hipocrisia, ela era a vítima perfeita para tampar o sol com a peneira, jogando uma cortina de fumaça para tentar ofuscar a decadência moral dos fariseus e outros eu’s que viviam por lá.

Todavia, quando Jesus lhe disse “Vai-te”, Ele simplesmente disse “mulher, eu sei porque você foi apanhada, e porque foi trazida aqui, e como vão tratá-la daqui por diante, mas quero que saiba que perdoo você e, ao invés de carregar a cruz pesada dos fariseus, carregue meu fardo leve de perdão e amor”. Ela podia escolher entre ser conhecida como a adúltera dos fariseus e a perdoada por Jesus. E você, qual das opções escolheria? Deixaria o passado para trás ou seguiria carregando o ódio e desprezo dos outros nas costas?
2. Vai-te significa, em segundo lugar, avance.

Quantas pessoas há que têm se deixado levar pelas agruras da vida e parado no meio do caminho e, às vezes, no meio do Caminho também. Pode ser o seu caso, pode ser o caso de algum conhecido seu que, desfalecido pelo peso da culpa, sucumbiu no meio de seus projetos e caiu, desfalecido, à beira da estrada da vida.

Eu sei bem que não é fácil avançar, e até já escrevi um texto difícil, não tanto de escrever, mas de viver a experiência para, depois, contá-la. Você pensa que eu também já não desisti? Ledo engano o seu, já desisti sim, e como Davi, publiquei meu pecado em verso e prosa, para ser lido e discutido aqui. Está difícil continuar carregando esse peso? Que tal deixá-lo ao pé da cruz e continuar em Seu Caminho?

3. Vai-te significa, em terceiro lugar, não pare.

Parece a repetição do anterior, não é mesmo? Mas, não é a repetição, e sim a continuação. Sabe por quê? Porque paramos aos poucos de avançar, até pararmos por completo. Desse modo, mesmo que você esteja caminhando lentamente, achando que não está saindo do lugar, não pare, continue. Respire, inspire, expire. Viva, enfim.

Essa é outra grande tentação que aflige as pessoas atualmente: parar. Se eu fosse uma pessoa renomada e diplomada, com a envergadura intelectual de um Mira y Lopez, que escreveu os 4 Gigantes da Alma, escreveria sobre As Grandes Tentações da Alma. Como cristão, tenho o medo sob rédeas, já que conheci o Amor e o Amor, quando invade nossos corações, a primeira providência que faz é expulsar o medo (1 João 4:18). Você já deve ter ouvido aquela batida frase: “devagar e sempre”, não é mesmo? Pois vou bater, de novo, com ela em sua cabeça dura: Não pare! Entendeu ou quer que eu desenhe?

4. Vai-te significa, em quarto lugar, não desista.

Se você parar, mesmo sob a desculpa de “descansar, refazer as forças”, o primeiro sentimento que vai assaltá-lo será “Desista, você não vai a lugar nenhum mesmo! Você nunca foi ninguém na vida, por que quer mostrar pros outros o que não é? Jogue tudo pro alto e desista dessa idéia ridícula de que você vai vencer!”. Se você parar, vai acabar desistindo, justamente porque estará dando ouvidos a essas vozes que querem convencê-lo(a) de que não é capaz e que é perdedor(a).

Ora, se essas vozes que ficam buzinando esses excrementos em seu ouvido, confundido-o com latrina, se essas vozes tivessem mesmo a certeza de que você é perdedor(a), por que ficar perdendo tempo tentando convencê-lo(a) disso, se o próprio tempo se encarregaria dessa missão, mais cedo ou mais tarde? Capice, caiu a ficha? Exatamente, essas vozes têm medo do seu sucesso, do seu êxito, e sabem que você tem potencial para chegar lá e, por isso, ficam a todo momento querendo derrubá-lo(a), deixá-lo(a) down, pra baixo, porque o seu esforço, o seu sucesso e sua atitude de não entregar os pontos as incomoda.

Não desista, pois se até os que dizem que você não vai conseguir acreditam que você pode, porque você não pode crer em seu próprio potencial para o sucesso?

5. Vai-te significa, em quinto e último lugar, siga em frente.

Mover-se não quer dizer que você está seguindo adiante, para frente. Pode ser que você tenha, simplesmente, desistido e decidido voltar atrás, ao invés de deixar o passado para trás, não é verdade? Sim, há muitas pessoas que desistiram, entregaram os pontos mas não estão paradas. Elas estão… voltando. Preste atenção no que vou lhe dizer agora: nós não sabemos ao certo onde é a linha de chegada, e ela pode estar mais próxima do que você pensa, logo após a próxima esquina, e você nem desconfia. Se você parar e desistir agora, nunca saberá se a próxima esquina lhe reservava uma agradável surpresa.

Quando eu estava estudando para um concurso difícil (analista administrativo – MPU2006), senti-me tentado a parar, a jogar tudo pro alto e desistir… E em um certo dia, essa tentação bateu mais forte, quando eu me encontrava bem fragilizado, e cheguei mesmo a considerar abandonar a corrida pouco tempo antes de ela terminar. Naquele dia de provação insuportável, decidi que iria até o fim, desse o que desse, custasse o que custasse. Se aquele concurso era uma batalha, eu morreria como guerreiro: lutando.

Então, nesse mesmo tempo, alguém me enviou uma mensagem com o assunto “não desista”, e uma frase que me marcou foi: “você nunca sabe quão perto está da linha de chegada, se perto ou longe, e pode estar mais perto do que pensa. É nos momentos mais duros da batalha que devemos dar os golpes mais fortes. Não desista” (estou escrevendo de cabeça, ok? Mas, se quiser, pode lê-la no original clicando aqui).

Quer saber o resultado, se fiz a escolha certa? Continuei estudando, ainda que capengando, tropeçando e levantando, mas fui até o fim e fiz a prova. Quando o resultado foi anunciado, lá estava meu nome em primeiro lugar na lista local. Como se isso fosse pouco, tive o indescritível e honrado prazer em me ver entre os 5 primeiros colocados a nível nacional, para aquele cargo, aquele mesmo que eu pensei em desistir…

Quem sabe, caro leitor(a), você está lendo essas linhas movido pelo mesmo sentimento de impotência que me acometeu há 4 anos, e é um candidato em potencial a se tornar mais uma vítima do fracasso pelo simples fato de desistir ANTES de a batalha encerrar. Se você não tiver mais NENHUM motivo para seguir em frente e parar por aqui mesmo, estou lhe dando um.

Enxugue as lágrimas, engula esse nó da garganta e saiba: você não chegou aqui por acaso. Escrevi essas palavras pensando em você, e você sabe que elas têm destino certo: animar seu sofrido coração, e restaurar suas forças e lhe dar novo ânimo (vida). Sinta esse sopro de vida se derramando sobre você e levante-se dessa cadeira convicto de que é possível reverter esse quadro. Eu creio nisso, e você, por que não creria?


Deus te abençoe.

Soli Deo gloria






MANTENDO UMA FONTE PURA




Faça o que puder para guardar seu coração e o mantenha em submissão a Deus.

Imagine guardar seu coração como se ele fosse uma fonte de água fresca que você deseja beber diariamente. A Bíblia fala que o coração é “a fonte da vida” (Pv 4:23), a fonte de nossas atitudes, palavras e obras. Se você não consegue man­ter seu coração puro, o resto de sua vida ficará estagnada e suja.

Temos de avaliar constantemente a pureza de nossos corações em oração, pedin­do a Deus que revele as pequenas coisas que nos contaminam. Quando Deus revelar nossas atitudes, desejos e vontades erra­das, devemos removê-las de nossos corações.

OS POLUENTES

Quais são algumas das coisas que Deus nos pedirá para remover de nossos corações, principalmente em relação a nos­sa mentalidade de namoro? “Não amem o mundo,” João nos alerta, “nem o que há nele... Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens não provêm do Pai, mas do mundo.” (l Jo 2:15-16).

Estes “poluentes” manifestam-se especificamente nos relacio­namentos através da paixão, luxúria e auto-piedade. Vamos examinar bem atentamente estes três aspectos.
  1. Paixão
Talvez você já a tenha experimentado - pensar constan­temente em alguém que lhe chamou a atenção, coração disparado quando a pessoa chega, horas sonhando com um futuro com aquela pessoa especial. Isto é paixão.

Muitos de nós temos dificuldade em ver a paixão como algo potencialmente perigoso. Mas precisamos examiná-la atentamente porque, quando analisamos atentamente, a paixão pode ser uma reação pecaminosa à atração. Sempre que permitimos que alguém roube o lugar de Deus como foco de nossa afeição, passamos de uma mera apreciação da beleza ou personalidade de alguém para o perigoso âmbito da paixão. Ao invés de fazer Deus o objetivo de nosso querer, erroneamente dirigimos nos­sos sentimentos a outro humano. Nos tornamos idólatras, nos prostrando perante alguém além de Deus, desejando que esta pessoa satisfaça nossas necessidades e nos traga realização.

Deus tem ciúme de nossos corações; afinal, ele nos criou e nos redimiu. Ele quer que nós concentremos nossos pensamentos, desejos e querer Nele. Ele amorosamente nos abençoa com relacionamentos humanos, mas primeiro nos convoca a achar o prazer de nossos corações Nele. Além de desviar nos­sa atenção de Deus, a paixão pode nos causar problemas por­que ela é muito frequentemente fundamentada na ilusão

Para quebrar este padrão de paixão, devemos rejeitar a noção de que um relacionamento humano pode nos satisfazer completamente. Quando nosso coração escorrega para o mun­do da fantasia da paixão, devemos orar, “Senhor, ajude-me a apreciar esta pessoa sem a elevar acima do Senhor em meu coração. Ajude-me a lembrar que nenhum humano poderá ja­mais tomar o Seu lugar em minha vida. Traga-me de volta à realidade, Deus; ‘dá-me um coração inteiramente fiel’ (Sl 86:11).”


  1. Luxúria

A segunda prisão que geralmente ameaça a pureza de nossos corações é a luxúria. Sentir luxúria é desejar algo sexu­almente a que Deus nos proibiu.

O desejo sexual dentro do casamento é uma expressão natural e adequada da sexualidade; afinal, Deus nos deu impulsos sexuais. Mas Deus também nos Deus mandamentos específicos proi­bindo que nos entreguemos aos desejos antes do casamento.

Para combater a luxúria em nossas vidas, temos de detestá-la com a mesma intensidade com que Deus a detesta.

Deus afir­ma que quando eu olho para uma pessoa com desejo, seja na rua, num outdoor ou filme, estou na realidade cometendo adul­tério com ela em meu coração (Mt 5:28). Isto é muito sério!

Devemos buscar remover por completo a luxúria de nos­sas mentes. Devemos orar, “Cria em mim um coração puro, ó Deus.” (SI 51:10) Ajuda-me a ser como Jó, que fez um acordo com seus olhos para não cobiçar as pessoas (Jó 31:1). Perdoa-me por nutrir a luxúria em minha vida; ajuda-me a evitá-la fiel­mente. “Que a meditação de meu coração seja agradável a Ti, ó Senhor (SI 19:14).”

Quando avaliamos nossas vidas honestamente reconhe­cemos nossa própria luxúria e vemos a tristeza que ela causa em Deus; a partir daí iremos querer destruir a luxúria... antes que ela nos destrua.

  1. Auto-Piedade

O poluente final de nossos corações é a auto-piedade. Um dos sentidos de piedade é a adoração às nossas circunstâncias. Quando sentimos pena de nós mesmos, tiramos o foco de Deus - de Sua bondade, justiça e habilidade de nos salvar em qual­quer circunstância. Quando damos as costas para Deus, nos apartamos de nossa única fonte de esperança.

Permitimos muito facilmente a auto-piedade se infiltrar em nosso coração. Quando nos sentimos sozinhos e desejamos alguém para amar e para nos amar, parece que temos toda a razão do mundo para reclamar, murmurar porque recebemos algo imprestável.

Mas será que temos razão para reclamar quando pensa­mos na Cruz?

A auto-piedade é uma resposta pecaminosa aos sentimen­tos de solidão. Não pecamos quando nos sentimos solitários ou admitimos nosso desejo por uma companhia, mas pecamos quando usamos estes sentimentos como uma desculpa para darmos as costas a Deus e exaltar nossas próprias necessida­des.

Você geralmente se pega concentrando em seu próprio triste estado e não confia em que Deus fará o que é melhor para você? Em caso afirmativo, talvez você precise avaliar honesta­mente sua tendência à auto-piedade. Primeiro, pare de basear sua felicidade na comparação entre você e os outros. Não caia no jogo da comparação. Muitas pessoas desperdiçam suas vi­das buscando coisas que não querem de verdade simplesmente porque não suportam a idéia dos outros terem o que elas não têm. Pergunte-se: “Está realmente faltando algo em minha vida, ou estou simplesmente cobiçando o que alguém tem?”

Em seguida, quando sentir aqueles antigos sentimentos de auto-piedade emergindo, os redirecione para a compaixão pelos outros. Veja ao seu redor e procure alguém que comparti­lhe seus sentimentos de solidão e tente confortar aquela pessoa. Tire o foco de suas necessidades e ajude a satisfazer a necessidade dos outros.

Finalmente, aprenda a usar os sentimentos de solidão como uma oportunidade para se aproximar de Deus. Uma ga­rota nos seus vinte anos que se casou recentemente me contou que via a solidão como o chamado de Deus para seu coração. “Quando me sentia solitária, eu pensava: Deus está me cha­mando de volta para Ele,” ela me disse. Nestas horas ela apren­deu a derramar seu coração para Deus e conversar com Ele. Hoje ela não troca esses momentos de intimidade por nada neste mundo.

Partes retiradas do livro : Eu disse adeus ao namoro, autor Joshua Horris


 
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