MANTENDO UMA FONTE PURA




Faça o que puder para guardar seu coração e o mantenha em submissão a Deus.

Imagine guardar seu coração como se ele fosse uma fonte de água fresca que você deseja beber diariamente. A Bíblia fala que o coração é “a fonte da vida” (Pv 4:23), a fonte de nossas atitudes, palavras e obras. Se você não consegue man­ter seu coração puro, o resto de sua vida ficará estagnada e suja.

Temos de avaliar constantemente a pureza de nossos corações em oração, pedin­do a Deus que revele as pequenas coisas que nos contaminam. Quando Deus revelar nossas atitudes, desejos e vontades erra­das, devemos removê-las de nossos corações.

OS POLUENTES

Quais são algumas das coisas que Deus nos pedirá para remover de nossos corações, principalmente em relação a nos­sa mentalidade de namoro? “Não amem o mundo,” João nos alerta, “nem o que há nele... Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens não provêm do Pai, mas do mundo.” (l Jo 2:15-16).

Estes “poluentes” manifestam-se especificamente nos relacio­namentos através da paixão, luxúria e auto-piedade. Vamos examinar bem atentamente estes três aspectos.
  1. Paixão
Talvez você já a tenha experimentado - pensar constan­temente em alguém que lhe chamou a atenção, coração disparado quando a pessoa chega, horas sonhando com um futuro com aquela pessoa especial. Isto é paixão.

Muitos de nós temos dificuldade em ver a paixão como algo potencialmente perigoso. Mas precisamos examiná-la atentamente porque, quando analisamos atentamente, a paixão pode ser uma reação pecaminosa à atração. Sempre que permitimos que alguém roube o lugar de Deus como foco de nossa afeição, passamos de uma mera apreciação da beleza ou personalidade de alguém para o perigoso âmbito da paixão. Ao invés de fazer Deus o objetivo de nosso querer, erroneamente dirigimos nos­sos sentimentos a outro humano. Nos tornamos idólatras, nos prostrando perante alguém além de Deus, desejando que esta pessoa satisfaça nossas necessidades e nos traga realização.

Deus tem ciúme de nossos corações; afinal, ele nos criou e nos redimiu. Ele quer que nós concentremos nossos pensamentos, desejos e querer Nele. Ele amorosamente nos abençoa com relacionamentos humanos, mas primeiro nos convoca a achar o prazer de nossos corações Nele. Além de desviar nos­sa atenção de Deus, a paixão pode nos causar problemas por­que ela é muito frequentemente fundamentada na ilusão

Para quebrar este padrão de paixão, devemos rejeitar a noção de que um relacionamento humano pode nos satisfazer completamente. Quando nosso coração escorrega para o mun­do da fantasia da paixão, devemos orar, “Senhor, ajude-me a apreciar esta pessoa sem a elevar acima do Senhor em meu coração. Ajude-me a lembrar que nenhum humano poderá ja­mais tomar o Seu lugar em minha vida. Traga-me de volta à realidade, Deus; ‘dá-me um coração inteiramente fiel’ (Sl 86:11).”


  1. Luxúria

A segunda prisão que geralmente ameaça a pureza de nossos corações é a luxúria. Sentir luxúria é desejar algo sexu­almente a que Deus nos proibiu.

O desejo sexual dentro do casamento é uma expressão natural e adequada da sexualidade; afinal, Deus nos deu impulsos sexuais. Mas Deus também nos Deus mandamentos específicos proi­bindo que nos entreguemos aos desejos antes do casamento.

Para combater a luxúria em nossas vidas, temos de detestá-la com a mesma intensidade com que Deus a detesta.

Deus afir­ma que quando eu olho para uma pessoa com desejo, seja na rua, num outdoor ou filme, estou na realidade cometendo adul­tério com ela em meu coração (Mt 5:28). Isto é muito sério!

Devemos buscar remover por completo a luxúria de nos­sas mentes. Devemos orar, “Cria em mim um coração puro, ó Deus.” (SI 51:10) Ajuda-me a ser como Jó, que fez um acordo com seus olhos para não cobiçar as pessoas (Jó 31:1). Perdoa-me por nutrir a luxúria em minha vida; ajuda-me a evitá-la fiel­mente. “Que a meditação de meu coração seja agradável a Ti, ó Senhor (SI 19:14).”

Quando avaliamos nossas vidas honestamente reconhe­cemos nossa própria luxúria e vemos a tristeza que ela causa em Deus; a partir daí iremos querer destruir a luxúria... antes que ela nos destrua.

  1. Auto-Piedade

O poluente final de nossos corações é a auto-piedade. Um dos sentidos de piedade é a adoração às nossas circunstâncias. Quando sentimos pena de nós mesmos, tiramos o foco de Deus - de Sua bondade, justiça e habilidade de nos salvar em qual­quer circunstância. Quando damos as costas para Deus, nos apartamos de nossa única fonte de esperança.

Permitimos muito facilmente a auto-piedade se infiltrar em nosso coração. Quando nos sentimos sozinhos e desejamos alguém para amar e para nos amar, parece que temos toda a razão do mundo para reclamar, murmurar porque recebemos algo imprestável.

Mas será que temos razão para reclamar quando pensa­mos na Cruz?

A auto-piedade é uma resposta pecaminosa aos sentimen­tos de solidão. Não pecamos quando nos sentimos solitários ou admitimos nosso desejo por uma companhia, mas pecamos quando usamos estes sentimentos como uma desculpa para darmos as costas a Deus e exaltar nossas próprias necessida­des.

Você geralmente se pega concentrando em seu próprio triste estado e não confia em que Deus fará o que é melhor para você? Em caso afirmativo, talvez você precise avaliar honesta­mente sua tendência à auto-piedade. Primeiro, pare de basear sua felicidade na comparação entre você e os outros. Não caia no jogo da comparação. Muitas pessoas desperdiçam suas vi­das buscando coisas que não querem de verdade simplesmente porque não suportam a idéia dos outros terem o que elas não têm. Pergunte-se: “Está realmente faltando algo em minha vida, ou estou simplesmente cobiçando o que alguém tem?”

Em seguida, quando sentir aqueles antigos sentimentos de auto-piedade emergindo, os redirecione para a compaixão pelos outros. Veja ao seu redor e procure alguém que comparti­lhe seus sentimentos de solidão e tente confortar aquela pessoa. Tire o foco de suas necessidades e ajude a satisfazer a necessidade dos outros.

Finalmente, aprenda a usar os sentimentos de solidão como uma oportunidade para se aproximar de Deus. Uma ga­rota nos seus vinte anos que se casou recentemente me contou que via a solidão como o chamado de Deus para seu coração. “Quando me sentia solitária, eu pensava: Deus está me cha­mando de volta para Ele,” ela me disse. Nestas horas ela apren­deu a derramar seu coração para Deus e conversar com Ele. Hoje ela não troca esses momentos de intimidade por nada neste mundo.

Partes retiradas do livro : Eu disse adeus ao namoro, autor Joshua Horris


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